Depois das viagens virtuais a algumas das mais belas localizações do nosso País, como Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Valença faltava-nos Vila Nova de Cerveira.Vila Nova de Cerveira (conhecida frequentemente apenas por Cerveira) é uma vila portuguesa no Distrito de Viana do Castelo, região Norte e subregião do Minho-Lima, com cerca de 1 300 habitantes.
É sede de um município com 108,46 km² de área e 8 852 habitantes (2001), subdividido em 15 freguesias.
Vila Nova de Cerveira, é terra das Bienais de Arte!
Vila Nova de Cerveira voltada para o turismo com a Pousada de D. Dinis, o ferry-boat que liga a Goyan (Espanha), o Monte de Nossa Senhora da Encarnação e o Convento de S. Paio, dos Milagres, cenóbio de frades, hoje, centro de artistas e casa de eleição do escultor José Rodrigues.
Era uma vez … um cervo (veado), que os Deuses do Olimpo quiseram que fosse Rei. Escolheu estas terras outrora desabitadas do "bicho" homem e aqui prantou sua colónia de cervos de tal modo que nas redondezas toda a gente passou a chamar a estes lugares "terras de cervaria". Muitos anos correram. Lutas e refregas, calamidades que foram dizimando a colónia, até que ficou só o Rei Cervo.
Diz a lenda que na Reconquista quando os Senhores de pendão e caldeira desceram dos cerros asturianos à conquista do que seria mais tarde o "Condado Portucalense", um jovem fidalgo desafiou o Rei Cervo para uma luta frente e frente.
E o velho senhor aceitou. A luta seria travada entre arvoredos e ervas daninhas e num local onde existiam pequenas valas no lugar de Valinha (Cornes ?).
E sem apelo nem agravo conta-nos a "estória", o Rei Cervo venceu !
Ficou com o pendão do fidalgo e, a partir daí, seu brasão de armas foi a bandeira conquistada.
Mas os Deuses enganaram o velho Rei. Ele não seria imortal …
Cansado da vida, doente, na solidão das fragas, o velho Senhor morreu. E com ele desapareceu para sempre a "Terra da Cervaria" (…).
Ainda hoje e para que a "estória" se não perdesse, as "armas" de Vila Nova de Cerveira têm um cervo em campo verde, passante de ouro, armado de prata, contendo entre as hastes um escudete de azul carregado de cinco besantes de prata. E, também, no cimo dos montes deste Município mandou construir "in memoriam" o Rei Cervo, que numa notável escultura em ferro, de José Rodrigues, atesta a longevidade das "Terras de Cervaria". Deixamos já o velho convento franciscano de S. Paio, fundado em 1392 por Frei Gonçalo Marinho.
E por uma estrada florestal vamos até Covas, parando junto à Igreja Matriz.
Próximo, temos a Casa de Carboal do último quartel do século XVII, propriedade vinculada e instituída em morgado no ano de 1691, por Manuel Pereira Bacelar, um dos Governadores da Praça de Vila Nova de Cerveira.
Já a descer e com rumo à vila, dirigimo-nos, primeiro a Sopo de Cima, depois a Sopo de Baixo. Próximo da igreja, o Cruzeiro da Senhora da Piedade, trabalho do canteiro de Sopo, Manuel Igreja (séc. XVIII). E passamos por France onde Pedro Homem de Mello encontrou a dança mais difícil de todas as danças de Portugal: a "francesa", uma "gota" que o Nelson de Covas lhe ensinou e que regista dizendo que bailavam-na dois grandes dançadores: o Leandro e o Patego e duas dançadeiras, uma delas a Artemisa … O tocador dava pelo nome de Benigno.
A "gota", que apelidou de Gondarém, três figuras base a tornam única dentro das "gotas" do Alto Minho: o "meio passo", o "revirado" e "cada qual leva a sua". Dança coreográfica por excelência, com um ritmo que é o próprio balanço dos corpos, com um "estribilho" e "marcas" de extraordinária beleza, na "francesa" os braços, é o ar que os sustem: os pés, esses passam leves sobre o solo, que nem lhes foge, nem os retém.
Para trás, ficam-nos os Montes de Goios, o Calvário, Gondarém.
Depois Loivo, outrora convento de monjas beneditinas - Santa Marinha - já com uma marcada vocação turística, mesmo às portas de Vila Nova de Cerveira.
Ao fundo, na Ribeira, as ilhas dos Amores e da Boega, a Murraceira. Seguimos agora pelo Solar dos Castros até à Pousada de D. Dinis, à praça central. Vila Nova de Cerveira - airosa, fresca e renovada. Entramos na secular Matriz, e curvamo-nos perante um colossal São Cristóvão !
Aquamuseu do Rio Minho
O Aquamuseu do Rio Minho fica localizado em Vila Nova de Cerveira, Portugal.No aquamuseu está recriado todo o percurso do rio Minho, das suas espécies (estão representadas 40 vivas), das tradições e actividades que lhe estão associadas.
O conjunto de aquários, que variam entre os 1200 e os seis mil litros, estão ordenados de forma a permitirem uma viagem ao longo de todo o rio, começando pela nascente, em Lugo, (Espanha) e terminando na foz, em Caminha.
Foi inaugurado em 13 de Julho de 2005.


Fontes: Wikipedia & Região de Turismo do Alto Minho






























